"Sob o Sol" e suas (ou minhas) reflexões...
Um passo que pareça nunca é igual
Diante da suspresa do fel
Da fera do mundo do mal
Diante da beleza do céu, do Tao
E antes que amanheça em chamas
Tudo volta ao normal e tal e qual
Como será?
É claro que do fundo dirá
Que para provocarmos o Adeus
Não é preciso mais que calar
O que virá?
Talvez pensamos:
Não há mais lugar
Ainda que se possa reconhecer
Um bom motivo a nos imaginar
[...]
E esse fim de tarde é pra você.
Na lua, só mais um dia
Aqui na Terra há tantas horas
Pra te encontrar no estio entre viagens corpo a fora.
Te beijar os lábios e sumir.
Deixa que aconteça a trama da beleza,
Até você passar por mim.
Se nada é impossível, seja a imensidão desse momento
A terra e o mar no apartamento e a cidade toda é nosso jardim.
Se nada é impossível, seja a imperfeição desse momento
Até rimar no pensamento, a claridade solta longe do fim. [...]
[...]
Ondas do céu, nuvens do mar
Tudo de pernas pro ar com você
Tão difícil de explicar
Mas tão simples de compreender [...]
[...]
Um não.
Meu bem, não há a flor, a estrada só o olhar,
O Azul é tão bonito, as cores têm razão,
A fúria do infinito cabe na mão [...]
[...]
Parece que era hora de acontecer
No último momento vi você chegar
Como quem vem de dentro do amanhecer [...]
[...]
Outra vida a nos levar
Canção da minha vida.
Mas nada faz voltar o que não foi e nem se foi a flor do espelho
Meus olhos não me viam como sou e hoje nem a mim mais reconheço
Me prendo a imagens que não são acontecimentos [...]
[...]
Tantos caprichos de nossa solidão
Nas entrelinhas sombrar de ilusão[...]
Quero que você me queira
Sob a luz do sol [...]
Quero-te pra sempre ao meu redor
Pele sobre a pele inteira [...]
[...]
Era uma estrada sem curva, sem placas
E tudo apontava nessa direção
Ontem na sala, tapete e sapato
No quarto enfeitado dorme a solidão
Anda, anda, rala entra nessa dança
Veja quantas mãos te empurram para o trilho
Saiba tantas vezes quanto for preciso
Que o relógio conta as tardes de domingo
E era o mar de Cabrália
E era a voz do abismo
Era o que não se paga
Contra a val do perigo [...]
[...]
Eu sei que com você vou me iludir, mas ilusão maior é te deixar.
O sol já vai brilhar e eu vou partir,
Mas volto amanhã pra me lembrar que estou...
Tão perto de você não vou fingir[...]








28 de março de 2011 às 17:02
Trechos de verdadeiras obras de arte. Fico impressionado com a inteligência de Pedro Morais em suas letras e arranjos. Esse é sem dúvida um dos maiores cantores e compositores em atividade no Brasil. Rapaz muito jovem, mas com uma maturidade de dar inveja a muitos monstros consagrados. Parabéns pelo blog!