Ária



Há pouco mais de dois meses o Djavan lançou "Ária", seu primeiro disco em que apenas interpreta, livre de composições, porém é impossível que algo passe pelo Djavan e fique do mesmo jeito, ele sempre consegue melhorar a música que grava, até quando é dele mesmo (é o caso de "Meu bem-querer" no disco Bicho Solto, que ficou imensamente mais bacana que a versão original). Já ouvi o disco umas 197 vezes e a única coisa que penso é : - Ficou Lindo!!! 
No repertório, canções como “Palco” (Gilberto Gil), “Valsa Brasileira” (Edu Lobo e Chico Buarque), “Apoteose ao Samba” (Silas de Oliveira e Mano Décio) e “Fly Me To The Moon”, de Bart Howard, imortalizada na voz de Frank Sinatra. De uma das mais belas letras e melodias do repertório de Cartola (em parceria com Dalmo Castello), Djavan reinventa “Disfarça e Chora” apenas ao violão. O mantra de Caetano Veloso, “Oração ao Tempo”, reaparece cheio de sutis invenções e um show de percussão de Suzano. Uma vocalização fantástica em "Treze de Dezembro" de Luiz Gonzaga e muito mais.
   O álbum é inusitado pela formação instrumental pequena e rigorosa, mas esteticamente libertadora: apenas o próprio violão, a guitarra de Torcuato Mariano, o baixo acústico de André Vasconcellos e a usina de percussão de Marcos Suzano. O disco também contou com as participações de Marcos Lobo e Leonardo Reis. O resultado: gravações formalmente jazzísticas, as melodias soltas, como que voando sobre as bases rítmicas e harmônicas.
Vale muuuuuuuuuuuito à pena conferir!
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